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sexta-feira, 22 de março de 2013

A conspiração dos fidalgos - Alexandre Rocha

SINOPSE: Um Grande Mistério viaja dos confins do Brasil à corte de D. João VI, e chega aos nossos dias...




A trama passa-se sobre um período dado das Histórias de Portugal e do Brasil, entre os séculos XVIII e XIX, em que o autor compõe personagens, reconstituiu cenários e atmosferas entrelaçando factos e fantasia no decurso da narrativa, destacando da sombra o herói Miguel Herculano. A vida na casa senhorial é tratada, lado a lado, e com o mesmo pormenor da vida na sanzala afro-brasileira. Definindo-se, a cada capítulo, esta personagem vem levantar grandes questões que chegam a tocar o leitor de hoje. Por outro lado, é envolvido na famosa «Conspiração dos Fidalgos» da corte de D. João VI

OPINIÃO: Este livro são dois livros.
Que coisa mais estranha de se dizer, certo?
Passo a explicar.
Este livro está dividido em duas partes. Começamos por conhecer o jovem Miguel e a sua família  Estes moram no Brasil, numa bela fazenda. 
Ao longo desta maravilhosa primeira parte, vamos acompanhando o crescimento de Miguel e as suas desventuras que o levarão à personalidade adulta. Desde desgostos amorosos, dúvidas raciais (a escravatura negra era uma realidade muito comum e palpável), aos mistérios das religiões que o cercam, à necessidade de lidar com a morte, com a dor, com o sofrimento de perder um ente querido. Miguel enfrenta a solidão e conhece de perto a linha fina que separa a sanidade da loucura.  - grande destaque para o episódio da ilha. 
Na minha opinião, o autor fez um belíssimo trabalho na construção deste primeiro momento, dando uma voz humana e verosímil às personagens, centrando-se nos sentimentos, na viagem que é a própria vida.
Agora, se isto é um romance histórico? Não me parece. Apelidaria mais rapidamente de "romance de época".

A segunda parte foi o verdadeiro descalabro. Há uma mudança de voz tão brusca que parece que pousamos um livro e pegamos noutro. De repente, o autor centra-se nas descrições enfadonhas do ambiente, dos objetos que rodeiam Miguel, esquecendo o tom intimista a que nos habituou na primeira parte.
Miguel, já moço inteligente de si desde o início, transforma-se num erudito, demasiado dado às ideias, sem, no entanto, questionar as vozes que o movem a agir. Estas vozes são de nomes conhecidos da história de Portugal, o que pode ter levado a nomear este livro como um romance histórico. Porém, continuo a não aceitar esta nomeação, dada a quantidade de ficção que o envolve.
A apresentação de Bocage foi o ponto alto desta segunda parte. A personalidade que lhe foi atribuída penso que estará dentro daquilo que esperaríamos do poeta, dado ao sarcasmo, leviandade e desapego.  
A história de amor é fraca. Pelo início, assume-se de que esta teria de ter um papel fundamental no enredo, contudo, é apressada, não é explorada e cai muito para terceiro ou quarto plano. A rapidez com que se desenrola roça muito a infantilidade, algo que custa imenso ver em dois adultos.

Estava eu a dizer que a parte amorosa cai para terceiro ou quarto plano? De facto, senti que na segunda parte tudo caiu para segundo plano, até a trama a que a sinopse alude. Parece que o protagonismo foi atribuído à construção da narrativa, seja nas descrições, quer no léxico exagerado e forçado, que em contraste com a primeira parte, parece que o autor engoliu um dicionário.
O mesmo disse que a primeira parte e a segunda foram escritas com um espaço de tempo de anos. Pois, nota-se... muito. 
Houve quem preferisse a segunda à primeira, tendo sentido o que eu senti, mas pela primeira parte. Logo, só posso assumir que dificilmente haverá quem gostará deste livro como um todo!

2 comentários:

  1. http://www.bbde.org/viewtopic.php?f=154&t=12910

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  2. Ei, senhor anónimo, se tem algo a dizer, diga-o. A autora tem todo o direito a dar opiniões e as opiniões dela não valem menos só porque eu não gostei do livro dela.

    Por isso vamos parar de tentar destruir o valor da opinião alguém só porque há pessoas que não gostam do que ela escreveu, tá?

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