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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Bruxa e detetive - Kim Harrison

SINOPSE: A vida é dura para a jovem Rachel Morgan. Caçadora de prémios por profissão e bruxa por vocação, o seu trabalho é percorrer as ruas perigosas de Hollows atrás de criaturas sobrenaturais que ameacem os habitantes mais inocentes e vulneráveis.



Sensual e independente, a jovem consegue lidar com vampiros vestidos de cabedal e até escapar ao ocasional demónio, mas um assassino em série que dá caça aos mais perigosos mestres da magia negra é, sem dúvida, forçar os limites.

Para derrotar um mal assim tão antigo e implacável não basta uma personalidade forte e uma mão cheia de feitiços. E se falhar, mais do que o seu corpo, Rachel arrisca-se a perder a alma.



OPINIÃO: Este livro supera o primeiro.
Rachel Morgan conhece os seus limites no que toca à sua companheira de casa, Ivy. Mas nem por isso consegue criar uma coexistência pacifica, uma vez que se recusa piamente a submeter-se a espectro de vampiro. Esta amizade é bastante peculiar e ganha pontos pelas oscilações de controlo de Ivy. É sempre um tique-taque nervoso, prever o momento em que a vampira poderá perder o controlo e tornar Rachel sua.

Jenks é o pixie. Nunca pensei gostar tanto deste género de criaturas, que normalmente só atrapalham. No entanto, é Jenks que traz momentos hilariantes de humor com as suas saídas espontâneas e inteligentes.

O "vilão", Kalamack, que, a cada passagem sua, se torna mais interessante, envolve-se num mistério que suscita curiosidade e remete-nos a uma leitura compulsiva. É uma personagem cinzenta, no domínio da imprevisibilidade e que recai tanto para a crueldade, como para uma certa moralidade, induzindo-nos a refletir nas suas ações.

A protagonista roça um pouco o desinteresse, quando comparada com estas personagens secundárias tão bem elaboradas. Porém, mostra alguma perspicácia a lidar com o demónio.

Quanto a este, é simplesmente o ingrediente mais cobiçado, por mim, na obra de Harrison. É arrojado, manipulador, perigoso e, sobretudo, uma surpresa de cada vez que surge.

Kim Harrison constrói vidas pormenorizadas, na voz de Rachel, não omitindo pormenores que nos indicam comportamentos futuros. Neste volume, isso verificou-se bastante, custando até a arrancar com o enredo principal.

A escrita é, como já referi, pormenorizada nas ações, mesmo mínimas, das personagens, mas fluente, de leitura ávida.

Este livro permitiu-me continuar a arriscar na série. 








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