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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

O ladrão da eternidade - Clive Barker

SINOPSE: Quando, nos longos meses de Inverno, um rapaz chamado Harvey se sente a morrer de tédio, eis que surge um homem que o conduz para uma estranha e fascinante casa onde em cada dia passam as quatro estações do ano e não há regras, apenas divertimento e milagres. A casa de férias do Senhor Hood existe há mais de 1000 anos, oferecendo as boas-vindas a todas as crianças e satisfazendo todos os seus desejos. Mas quando Harvey encontra um lago povoado por criaturas que eram, outrora, crianças como ele, descobre que há um preço a pagar pela sua estadia na casa, e o que era um sonho tornado realidade, cedo se transforma num pesadelo…

OPINIÃO: Que livro absolutamente delicioso!
Fui completamente absorvida por esta história, que me trouxe um sabor muito nostálgico do tempo em que ouvia e lia os contos de fadas. Talvez o segredo esteja na escrita, no mistério em torno das personagens, nas meias palavras dos diálogos. Não sei. O que é verdade é que senti-me novamente criança e compreendi o medo ao desconhecido, o fascínio pela novidade, a curiosidade pelo proibido.

Clive Barker tem uma voz rara. O seu discurso fez-me lembrar o Oliver Twist, porém muito mais simples e leve que Dickens, e com um toque de fantástico, claro. Aliás, os lacaios do senhor Hood muito se assemelham ao Artful Dodger de Dickens, com a indumentária de cavalheiro e a língua esperta, sempre com uma resposta pronta e manhosa.

É fácil, com esta história, sentir a alegria, a admiração face à magia. É também fácil perceber o medo, o desespero do horror que as maravilhas ocultam. Uma prisão com grades em flor, não deixa de a ser.
Até onde é aceitável aceitar um desfecho terrível, para ter uma vida de prazer?

Tal como nos contos de fada clássicos, o conhecimento é a chave e a coragem a única forma de contornar a situação.

Gostei imenso deste pequeno livro e aconselho-o vivamente a todos os leitores. Seja qual for o género de eleição, todos um dia fomos crianças e sonhamos estar de férias para sempre. (Às vezes, ainda sonhamos, né? eheh)

Só que entregar um agradecimento ao David Soares, que no prefácio fez o favor de contar o fim dos outros livros do autor. Ora, isso não se faz!

Contudo, apesar deste pequeno infortúnio, estarei a aguardar a publicação de mais obras deste autor em Portugal.


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