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quarta-feira, 15 de maio de 2013

A voz - Anne Bishop

SINOPSE: Uma obra original da autora da Trilogia das Jóias Negras, escritora consagrada nos tops do New York Times Uma novela pertencente ao mundo Efémera Numa aldeia vizinha da cidade de Visão ninguém conhece o sabor da mágoa e da angústia, mas essa comunidade, aparentemente idílica, esconde um segredo tenebroso. Quando era pequena, Nalah não percebia porque a mandavam levar um bolo à menina muda a quem chamavam «A Voz» sempre que se sentia mal. Sabia apenas que isso a ajudava a melhorar. Já crescida, desvenda esse mistério e anseia por fugir da aldeia opressiva onde sempre viveu. Só depois de visitar a cidade de Visão e de conhecer o Templo das Mágoas, compreende o que tem de fazer para se libertar…

OPINIÃO: Esta foi a minha estreia com Anne Bishop. Tenho na minha estante alguns dos livros da autora por ler, mas ainda não me tinha sentido preparada para embarcar noutra série, ainda com tantas por terminar. Porém, quando me chegou este livrinho a casa, dei-lhe prioridade pelo seu tamanho e pela curiosidade em entender o fascínio pela escrita da autora, que tanto é falada pelos amantes da fantasia.

Confesso que fiquei agradada em alguns aspetos, outros nem tanto.
Há autores de fantasia que, a meu ver, merecem uma vénia, pela maravilhosa criação de mundos fantásticos, normalmente medievais, cruéis, com uma linguagem rica e direta. Em suma, fantasia para adultos com tantos simbolismos e momentos reflexivos, como momentos mórbidos, doentios e violentos.

Neste pequeno livro deu para perceber a veia feminista da autora. Bishop criou personagens femininas sofridas, condenadas, à partida, a destinos certos e nada luminosos. 
Normalmente, não sou nada amante de personagens femininas, elas têm o dom de me irritar e são raras as que me cativam. Contudo, neste livro, criei alguma empatia com as jovens da aldeia, sobretudo, com a Voz.
Uma vez que o livro tem apenas 98 páginas, não se consegue conhecer a fundo as personagens secundárias, mas, curiosamente, perto do fim, fiquei agarrada à história de um casamento, da manipulação, da bestialidade de um marido em particular. Esse foi, sem dúvida, um dos momentos altos do enredo.

Um senão é a tendência destes livros, que têm personagens femininas tão fortes, em animalizar os homens, transformá-los em seres sedentos de sexo e sangue, em autênticas bestas. Uns mais, outros menos, mas todos dotados de pouca inteligência e sempre intransigentes quanto aos costumes.

A história é muitíssimo interessante, no entanto, pareceu-me que deixou pontas soltas. Há um reboliço em torno d'a Voz. Percebe-se que se trata de uma superstição, mas há um toque qualquer de magia na mulher coberta que fica sem efeito no final. A força dela perde-se de forma abrupta, deixando o leitor confuso quanto à natureza dela. 
É por estes motivos que costumo fugir às short stories, pois tendem a ser mais objetivas, deixando escapar histórias de vida, que seriam importantes para o enredo. Aqui, senti a falta de um laço que explicasse a origem da mulher misteriosa, que ajudasse a entender se, de facto, ela é, ou não, "mais velha do que a própria aldeia".

A história apela à liberdade e à vontade de abrir as mentes tacanhas do medo e da tradição. 
Mais uma vez, encontramos uma protagonista pensante, que, detentora de uma coragem e determinação fora do contexto onde habita, resolve mudar o ciclo de uma aldeia, que vive sob um manto de hipocrisia, onde a dor alheia pouco importa se a nossa for curada, ou, neste caso, evitada.

Anne bishop é uma autora a ter em consideração para todos os amantes de fantasia.

2 comentários:

  1. A questão da mulher misteriosa é pertinente mas pode ser aboradada de várias maneiras e talvez apenas a própria Bishop tenha a resposta correcta. Eu interpretei a coisa à luz do mundo por ela criado. Não importa se a mulher era mais velha que a própria aldeia ou não, o que importa é que era dela que a jovem precisava naquela hora. Efémera é um mundo com uma vontade muito própria e que te dá, literalmente, aquilo de que mais precisas (ou desejas) e/ou aquilo que mereces. Neste caso, a personagem precisava de encontrar alguém com aquelas características e Efémera "enviou-lhe" aquela mulher.
    Mas isto é a minha interpretação, pode nem ser nada disto que a autora quis mostrar.

    Bjs e bboas leituras

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  2. Apesar da "Voz" ser a prequela da trilogia "efemera" creio que será melhor entendida depois de se ler os outros livros (Sebastian, Beladonna e Ponte dos Sonhos). Nesses três livros somos apresentados a Efémera e percebemos como é que esse mundo funciona, como se "viaja com leveza" e como o Efémera não nos dá aquilo que queremos mas aquilo que precisamos.

    Magda Pais
    (http://stoneartportugal.blogs.sapo.pt/)

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