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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

A estranha vida de Nobody Owens - Neil Gaiman

SINOPSE: Nobody Owens podia ser um rapaz absolutamente normal, tirando o facto de viver num cemitério e de ter sido criado por fantasmas e almas penadas sempre guardado por Silas, o guarda solitário que não está nem morto nem vivo.



OPINIÃO: A minha entrada na fantástica mente de Neil Gaiman e devo dizer que se tornou referência. Com um toque de romantismo gótico, Gaiman constrói uma vivência sob o olhar inocente de uma criança que transparece aquela noção de "o belo horrível".
Nobody Owens, ou Bod, ficou orfão com apenas um ano de idade quando um "Homem Jack" assassinou toda a sua família. Gatinhando para o cemitério/reserva natural perto de sua casa, o bébé é acolhido pelos ancestrais espectros que cuidam dele até à idade "adulta".
A vida de Bod é carregada de momentos fascinantes, carregados de cultura gótica e de pura inocência. Vejamos o caso de "A Dama Cinzenta" e o pedido de Bod para cavalgar no seu cavalo, ao que a morte responde: "um dia todos andam".
É um livro muito delicioso que aquece o coração e ao mesmo tempo marca pela sua originalidade e ambiente inóspito onde é retratado.
Colocar uma criança a viver num cemitério rodeado de gente morta pode, à partida, parecer uma idéia mórbida mas Gaiman consegue, entre os seus diálogos inocentes e intemporais, fazer com que olhemos para a vida de um ponto de vista diferente. Apesar de a condição da maioria das personagens ser "falecida", elas dão imensa importância à vida e às limitações que a ausência dela tem.
Adorei. Este autor está na minha lista de referência e os outros livros de sua autoria, sem dúvida, debaixo de olho.

3 comentários:

  1. Também já me falaram muito bem deste livro, mas nunca o vi à venda... Tenho, sem dúvida, grandes expectativas. :)

    Beijinhos e boas leituras.

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  2. Rita, vou pôr agora o link para a venda online. Vale a pena! ;)

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  3. Li o livro há pouco tempo e foste tu quem me motivou a fazê-lo :) adorei a história, as personagens, o ambiente ... tudo!

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