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quinta-feira, 22 de março de 2012

Ghostgirl: O regresso - Tonya Hurley

SINOPSE: Em ghostgirl – A Rapariga Invisível,Charlotte engasgou-se com uma goma e morreu e, neste novo livro –O Regresso - ela ainda está a debater-se com a sua "não vida".

A vida era para Charlotte uma grande desilusão, e parece que depois de morta também não vai ser melhor. Convencida de que acabar o Ensino para Mortos lhe iria assegurar a passagem para a vida eterna, Charlotte descobre, para sua grande surpresa, que depois disso ainda vai ter de fazer um estágio!
Atender telefones num centro para adolescentes problemáticos não é a coisa mais excitante do mundo. Pelo menos não era, até Scarlet ligar: uma sessão de pedicura que corre mal deixa a sua irmã Petula em coma e Scarlet acredita que Charlotte é a única que a poderá ajudar...


OPINIÃO: No segundo volume de "Ghostgirl", Charlotte já atravessou o mundo mortal, mas contrariamente ao que ela pensava, vê-se presa a um trabalho aborrecido de call center. O objetivo é ajudar os adolescentes mortais a resolverem os seus problemas, mas o telefone de Charlotte não toca e ela angustia-se neste pós vida que a leva a desejar novamente estar viva. 
Enquanto isso, Scarlet vive novos sentimentos, como a insegurança e o ciúme, até a sua irmã Petunia sofrer um acidente bastante hilariante que a deixa em coma. 
Neste volume temos a perspetiva de outras personagens o que traz outro interesse, diferente, em relação ao primeiro livro. 
Continua a ser um livro infantil, com linguagem coloquial e de fácil compreensão, contudo, tem uma vertente moralista que o torna mais interessante. Uma nova personagem vem trazer uma visão diferente ao mundo de Charlotte e talvez amadurecê-la. psicologicamente. 
Desta vez, Scarlet perde um pouco o seu encanto, mas Petunia traz a vez à irmã nos diálogos interessantes que tem no limbo com uma jovem criança que lhe irá abrir os olhos e despertar sentimentos que não sabia que os tinha. 
Ghostgirl é uma leitura dirigida ao público infanto-juvenil mas que pode igualmente deliciar os adultos que procuram algo leve.

segunda-feira, 12 de março de 2012

A cruz de Morrigan - Nora Roberts

SINOPSE: Uma batalha entre as forças do bem e do mal está prestes a começar. De um lado Lilith, a vampira mais poderosa do mundo. Do outro, a deusa Morrigan, que tudo fará para a travar com o seu círculo… 


Irlanda, século XII. O feiticeiro Hoyt está destroçado pela perda do seu irmão gémeo, transformado num vampiro pela poderosa Lilith. A deusa Morrigan está determinada a enfrentar Lilith e avisa Hoyt de que chegará um dia em que se formará um círculo de seis, destinado a enfrentar Lilith e salvar a Humanidade. Hoyt usa os seus poderes para viajar à Nova Iorque dos dias de hoje onde descobre o seu irmão, um homem bem-sucedido mas frio e cínico, e pede-lhe auxílio na luta contra Lilith. Mas o círculo não está completo sem os poderes mágicos da artista Glenna Ward. Hoyt não confia na magia dela, mas ambos farão tudo para alcançar os seus objetivos. E ao enfrentarem legiões de inimigos, apercebem-se de que o amor que cresce entre ambos poderá aumentar as probabilidades de derrotarem Lilith…

OPINIÃO: Hoyt tem um irmão gémeo que é transformado em vampiro pela rainha Lilith. Cian por sua vez, e na sua condição de recém nascido, transforma-se num monstro sanguinário. Hoyt quer vingar o irmão mas a sua magia não é suficiente para aniquilar a raça que se tem vindo a propagar pelo mundo. A sua sede de vingança é travada por Morrigan que apela à sua paciência e profetiza que Hoyt terá a sua vingança, mas não agora, não neste século. Terá de viajar para o século XXI e encontrar os 5 soldados que se juntamente com ele, salvarão o mundo. É nestas condições que Hoyt atravessa o tempo e encontra o seu irmão na era da tecnologia. 
Cian é a melhor personagem deste livro. Com o uso do sarcasmo, a seriedade com que lida com as situações e o mistério que o envolve, fazem dele uma mais valia para esta trilogia. Merece mais destaque e a leitura das entrelinhas dá a entender que nos próximos volumes, ele  terá mais protagonismo.
Para além de Cian, Hoyt encontra o segundo soldado logo de seguida e essa dá-se pelo nome de Glenna. 
Glenna é daquelas personagens femininas que pensa poder lidar com tudo e que não precisa de ajuda de ninguém e depois só complica. É bruxa e poderosa, mas a sua personalidade não me cativou nem um pouco. É precipitada e infantil, apesar de se auto denominar "mulher independente" e apelar à maturidade dos outros personagens.
Mais tarde surgem 2 primos, vindos também do passado, que trazem alguma harmonia à história. A princesa e "aquele que muda de forma" são personagens que mais desenvolvidas terão, certamente, destaque entre os outros.
Houve um momento que fiquei surpreendida pela positiva e espero que nos outros dois livros mais cenas semelhantes surjam. Não vou desenvolver este ponto para não dar spoilers. ;)
Não falo muito da história porque ela não foi de todo desenvolvida. Grande parte do livro passa-se numa casa com as personagens a conversarem entre si.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Entrevista a Adoa Coelho


1. Fala-nos um pouco sobre ti.
Tenho por hábito não falar de mim. Sempre que falamos de nós, estamos a tentar manipular quem nos ouve ou lê e é apenas uma versão de quem somos. Quem ler os livros que escrevo que seja influenciado por isso.

2. Agora sobre o teu livro.
O Ups! Engoli uma Estrela é um palco onde ponho em prática ensinamentos sobre os mais variados temas que me são caros. Nos primeiros livros falo imenso sobre bullying porque era um tema que precisava de trabalhar em mim. Precisava de transformar mágoas em ensinamentos e paz. É isso que está a acontecer e espero ajudar muitos jovens, pais e professores com eles. Este primeiro livro é uma apresentação dos personagens e do mundo criado. Quando comecei a escrevê-lo, não sabia a dimensão que iria ter, nem sequer sabia como ia ser a história. À medida que fui escrevendo, é que comecei a conhecer os personagens. Crescemos todos juntos. Espero que esse crescimento passe para os leitores.

3. De onde surgiu a idéia para esta história?
Foi num sábado de manhã. De súbito veio a ideia “como seria se um dragão engolisse uma estrela?”. Desatei a rir por ser uma ideia algo louca, mas a ideia não me largou. Acabei por escrevê-la para conseguir adormecer. Já tinha a história principal alinhavada na cabeça, foi só passar para palavras escritas. Depois complicou-se tudo. Estava insatisfeita com o que sabia deste dragão, até que percebi que não era um dragão, mas um ser do qual precisava descobrir mais e mais. Foi assim, através da curiosidade em saber mais que o primeiro livro se formou.

4. Já tens projetos futuros? Pretendes manter o mesmo género? Podes dar-nos uma luz do que virá?
O segundo dos livros da série já está escrito e corrigido. Está à espera de ser publicado na altura certa. Entretanto estive a traduzir e quero recomeçar a escrever o terceiro livro que ficou quase a meio. A história vai manter-se dentro do mesmo género, mas vão acontecendo complicações tanto a nível da história como no género em si, podendo acontecer passar por outros géneros literários. Gosto da elasticidade que a história tem, até porque quis desde o princípio que houvesse elementos na escrita que tirassem o leitor do seu cómodo lugar de pessoa sentada num sofá, quase extra-história. Aqui não há extras, eu falo sobre todos nós, cada um de nós. E adoro provocar quem lê.

5. O que pensas da literatura portuguesa? Costumas ler? Achas importante apostar no que é nacional?
A literatura actual portuguesa é boa e leio. Dantes nunca lia autores portugueses por descreverem demasiado. Os livros eram quase exercícios de descrições, como o livro de Trindade Coelho “Os meu Amores”, que tive de ler aos onze anos e na altura detestei. Ainda tenho o exemplar e leio uma história de vez em quando. Agora acho lindíssimo. Mas continua a ser uma espécie de caderno de exercícios para mim. Leio bastante. Tento andar a par do que se lê no Mundo, especialmente em Portugal. Vivendo na Alemanha tenho menos acesso a livros portugueses, por isso, sempre que vou a Portugal, levo uma lista! Ninguém melhor que os portugueses para apostar na literatura nacional. É preciso que as editoras também o façam.

6. Autores que te inspiram:
J. K. Rowling, Richard Bach, Saint Exupéry, Tolkien, Fernando Pessoa, Stephen King, Frank Herbert, Michael Ende, os irmãos Grimm, Hans Christian Andersen, Vergílio Ferreira, Gil Vicente, Oscar Wilde, Shakespeare, Carl Sagan, Isaac Asimov, Cornelia Funke,…
Comprei alguns livros do valter hugo mãe, José Luís Peixoto e do Augusto Cury. Ainda não os li porque quero fazê-lo com muita calma para saborear cada palavra.

7. Livros:
Todos do Harry Potter, Fernão Capelo Gaivota, O Principezinho, Dune, The book Thief, A História Interminável, Momo, Aparição, O Retrato de Dorian Gray, Antes de Começar, Ana e o Tio Deus, Peter Pan, Olga e Cláudio, Canções da Terra Distante,...

8. Filmes: 
Harry Potter, Hugo, Dune, Sonho de uma Noite de Verão, Peter Pan, Hook, À Procura da Terra do Nunca, As Horas, Inception, Blade Runner, O Castelo Andante, todos do Mr. Night Shyamalan, As Asas do Desejo,... Tenho uma colecção de filmes lindíssimos e todos me inspiram!

9. Apelos ou agradecimentos que queiras deixar:
Agradeço a toda a gente que lê e vê filmes, principalmente àquelas que mesmo em algumas fases das suas vidas tenham deixado de acreditar em si e de sonhar, voltaram a fazê-lo. Agradeço à criança que existe em cada um de nós.

10. O que achas do blog d311nh4?
É um dos blogues que uso para pesquisar livros que ainda não conheço e fazer a tal lista de livros para comprar. Gosto de, por vezes, saber as opiniões de colegas para escolher que livros a comprar. Obrigada pelo apoio e divulgação do Ups! Engoli uma Estrela!!!



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