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sábado, 29 de outubro de 2011

O aprendiz do assassino - Robin Hobb

SINOPSE: O jovem Fitz é filho bastardo do nobre Príncipe Cavalaria e cresce na corte do Rei Sagaz. Marginalizado por todos, o rapaz refugia-se nos estábulos reais, mas cedo o seu sangue revela o Talento mágico e, por ordens do rei, é secretamente iniciado nas temidas artes do assassino. Quando salteadores bárbaros atacam as costas, Fitz enfrenta a sua primeira e perigosa missão que o lançará num ninho de intrigas. E embora alguns o encarem como uma ameaça ao trono, talvez ele seja a chave para a sobrevivência do reino. Com uma narrativa povoada de encantamentos, heroísmo e desonra, paixão e aventura, o Aprendiz de Assassino inicia um das séries mais bem-amadas da fantasia épica.

OPINIÃO: Um conjunto de nomes de personagens bastante simples e imensamente originais, é o que saliento em 1º lugar por me ter marcado tanto.
Para contextualizar e ao mesmo tempo dar uma visão ao reino, cito o nome das personagens mais marcantes e as suas funções na Torre do Cervo.
O rei Sagaz teve dois filhos do 1º casamento, Cavalaria e Veracidade, e um do segundo, Majestoso. A 2ª rainha deixou ficar também um bastardo, Galeno, que foi iniciado nas artes do Talento(uma arte que permite comunicar através de pensamentos e que num estado mais forte pode provocar danos nas mentes de quem o usa e de quem o recebe).
Cavalaria, casado com dama Paciência, é o príncipe herdeiro, mas a gestão de um bastardo vem trazer discórdia ao coração do honrado cavaleiro.
Logo, Fitz, o bastardo de Cavalaria é retirado dos braços da mãe e levado a ser educado entre a corte. A sua sorte foi cair nas mãos de Castro, um fiel homem de Cavalaria, que mesmo depois de descobrir que Fitz tem a Manha(capacidade de comunicar e sentir os animais), o educa com mão firme e carregada de honra e deveres que o sangue real, mesmo que bastardo, acarreta.
A semelhança de Fitz com Cavalaria não cai bem na corte e mesmo sendo uma criança, Fitz ganha inimigos demasiado cedo. 
Protegido por Sagaz e amparado por Veracidade, o crescimento de Fitz é mesmo assim conturbado e carregado de reprimendas severas. 
Galeno e Majestoso são duas personagens que adorei odiar. A mesquinhez de ambos e a astúcia que imprimem nos seus planos é soberba.
A relação de Fitz com os animais é tocante. Há duas experiências deste com cães que eleva o "animal fiel ao homem" ao seu patamar mais elevado. Adorei ver o vínculo que este cria com Narigudo e com Ferreirinho.
A escrita é cuidada e um tanto lenta. Alguns capítulos são dolorosos de atravessar devido às descrições meticulosas de locais e de opiniões do protagonista acerca de assuntos alheios ao enredo. Vale a pena insistir, pois o final é carregado de adrenalina psicológica e prende o leitor até à última página.
Uma vez que este livro é o que inicia a saga, é natural que ao acompanharmos o crescimento de Fitz nos vejamos confrontados com mudanças drásticas de tempo e locais. As personagens fluem em quantidade como já é típico deste género literário, daí a introdução à família real para facilitar a introdução neste mundo.
Gostei e uma vez que terminou de forma tão abrupta para um grande prol de personagens, irei querer ler o que se seguirá a este desfecho.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Segredos de Sangue - Charlaine Harris

SINOPSE: Depois de suportar tortura e a perda de entes queridos durante a breve mas mortífera Guerra dos Fae, Sookie Stackhouse sente-se magoada e furiosa. O único elemento positivo da sua vida é o amor que acredita sentir pelo vampiro Eric Northman. Mas este está sob olhar atento do novo rei vampiro por culpa do relacionamento de ambos. Enquanto as implicações políticas da revelação dos metamorfos começam a ser sentidas, a ligação de Sookie a um lobisomem específico arrasta-a para uma questão perigosa. Além disso, sem saber, apesar de os portais para Faery terem sido fechados, restam alguns fae no mundo humano... E um deles está zangado com Sookie. Muito, muito zangado.

OPINIÃO: É sempre um prazer entrar no mundo de Sookie. É um ambiente familiar e que "cheira" a casa.
Neste volume a protagonista não se encontra nos seus melhores dias. A olhar por cima do ombro, com receio de ser assassinada a qualquer altura, dá cabo dos nervos, já à flor da pele, de Sookie.
Sente-se só. Amelia voltou para casa, Eric está ocupado com umas visitas que irão dar um desenvolvimento ao enredo esmagador, e Jason está enamorado. Arlene é a desilusão e o vampiro Bill está mais lá do que cá.
Porém, Claude muda-se para sua casa, porquê? É uma pergunta que só é desvendada no grande final. 
Para além da fada narcisista, Sookie recebe uma visita muito especial e devo dizer que foi a notoriedade desta personagem que trouxe algo de novo e palpável a este volume, o seu primo/sobrinho telepata Hunter. 
É uma ternura assistir aos momentos "maternos" de Sookie e consequentemente entrar no seu campo de dúvidas em relação ao futuro. A convivência com Hunter também traz memórias dos seus tempos de criança.
Alcide e a alcateia também são parte integrante no enredo e claro, Eric. Este último tenho sentido que a afirmação da sua relação com Sookie o mudou. Sinto falta da sua arrogância, do seu ego e da sua malvadez que o tornava irresistivel.
Estou desejosa pelo próximo e cada vez mais fico na expetativa de como é que Harris vai terminar, de vez, esta saga.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Sangue Mortífero - Charlaine Harris

SINOPSE: Com a excepção de Sookie Stackhouse, os habitantes de Bon Temps, no Louisiana, pouco sabiam sobre vampiros e nada sobre lobisomens. Até agora. Lobisomens e metamorfos revelaram finalmente a sua existência ao mundo e isso poderá ter custado a vida a alguém que Sookie conhecia. Mas a sua determinação para descobrir o responsável pelo homicídio é posta de parte perante um perigo muito maior. Uma raça de seres sobrenaturais (mais velhos, poderosos e muito mais misteriosos do que os vampiros ou os lobisomens) prepara-se para a guerra. E Sookie, enredada ainda na teia de antigos amores, ver-se-á como peão demasiado humano nesta batalha..

OPINIÃO: Depois de todos os consfrontos de vida ou morte que enfrentou, não é de admirar que Sookie esteja num estado de melancolia mórbido. A confusão na sua cabeça em relação a amores já está desfeita e Eric domina toda a sua atenção - felizmente. No entanto há o elo de sangue que deixa-a com dúvidas quanto à veracidade dos seus sentimentos.
Feliz por ter descoberto mais parentes, além do desmiolado do irmão, está prestes a ver-se encostada à parede por estas criaturas que nada teem de angelicais. Esqueçam as fadas como criaturas de amor.
Há alguma interatividade na relação de Sookie e Eric o que torna a história sempre mais interessante. Os mistérios que envolvem o enredo adensam-se até à última página o que deixa permanecer a expetativa até ao final.
Adoro esta protagonista e a personalidade simples e irreverente que a transporta para diálogos(sobretudo com os homens) nada previsíveis. É complexa e extremamente humana, no sentido de não ter ações forçadas.
Eric é o melhor vampiro que já tive oportunidade de ler. Cada página em que ele aparece é um deleite para os meus olhos que percorrem as palavras com fervor.
Resta acrescentar que cada vez mais se percebe a veia policial em Harris e assim, estamos diante de dois géneros literários num só.

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