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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Sangue Mortífero - Charlaine Harris

SINOPSE: Com a excepção de Sookie Stackhouse, os habitantes de Bon Temps, no Louisiana, pouco sabiam sobre vampiros e nada sobre lobisomens. Até agora. Lobisomens e metamorfos revelaram finalmente a sua existência ao mundo e isso poderá ter custado a vida a alguém que Sookie conhecia. Mas a sua determinação para descobrir o responsável pelo homicídio é posta de parte perante um perigo muito maior. Uma raça de seres sobrenaturais (mais velhos, poderosos e muito mais misteriosos do que os vampiros ou os lobisomens) prepara-se para a guerra. E Sookie, enredada ainda na teia de antigos amores, ver-se-á como peão demasiado humano nesta batalha..

OPINIÃO: Depois de todos os consfrontos de vida ou morte que enfrentou, não é de admirar que Sookie esteja num estado de melancolia mórbido. A confusão na sua cabeça em relação a amores já está desfeita e Eric domina toda a sua atenção - felizmente. No entanto há o elo de sangue que deixa-a com dúvidas quanto à veracidade dos seus sentimentos.
Feliz por ter descoberto mais parentes, além do desmiolado do irmão, está prestes a ver-se encostada à parede por estas criaturas que nada teem de angelicais. Esqueçam as fadas como criaturas de amor.
Há alguma interatividade na relação de Sookie e Eric o que torna a história sempre mais interessante. Os mistérios que envolvem o enredo adensam-se até à última página o que deixa permanecer a expetativa até ao final.
Adoro esta protagonista e a personalidade simples e irreverente que a transporta para diálogos(sobretudo com os homens) nada previsíveis. É complexa e extremamente humana, no sentido de não ter ações forçadas.
Eric é o melhor vampiro que já tive oportunidade de ler. Cada página em que ele aparece é um deleite para os meus olhos que percorrem as palavras com fervor.
Resta acrescentar que cada vez mais se percebe a veia policial em Harris e assim, estamos diante de dois géneros literários num só.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Angelologia - Danielle Trussoni

SINOPSE: Desde o início dos tempos que os nefilins, a raça que descende de anjos e humanos, procura dominar a humanidade semeando o medo, provocando guerras e infiltrando-se nas mais poderosas e influentes famílias da história. Apenas a sociedade secreta de angelologistas, com os seus conhecimentos ancestrais, tem conseguido detê-los. Agora, a Irmã Evangeline do Convento de Santa Rosa, no estado de Nova Iorque, está prestes a juntar-se a eles. Mas conseguirá ela resistir ao imenso poder dos nefilins e evitar o apocalipse? Uma narrativa vigorosa, complexa e inteligente que funde elementos bíblicos, míticos e históricos e envolve o leitor da primeira à última página.

OPINIÃO: Parabéns ao designer pela excelente capa concebida para este livro.
Angelologia é um livro inteligente, recheado de termos científicos e de imensa descrição teológica. Nota-se que a autora teve o cuidado de investigar imenso e não se absteve a partilhar conosco toda a informação que conseguiu desencadear. São imensos os trechos bíblicos transportados para a narrativa e confesso que tal provocou-me curiosidade em, eu própria, confirmar a veracidade desses conteúdos no grande livro sagrado.
O enredo principal centra-se na procura de Evangeline e Verlaine pela verdade acerca de um misterioso incêndio que deflagrou o convento em 1944. Daí, surgem verdades que deixarão os protagonistas confusos em relação a tudo que acreditavam.
Mais ou menos a meio da narrativa, somos transportados para uma analepse onde descobrimos Celestine e Gabriella. Duas personagens extremamente bem construídas. Com elas viajamos ao fundo da "Garganta do Diabo" e vemos os Vigilantes no seu estado puro encarcerado.
No que toca aos Nefilins, ansiava uma interação maior por parte destas criaturas no enredo principal. A aparições são esporádicas e melancólicas sob o olhar de um moribundo.
É um livro dificil de ler. Força o leitor a uma leitura lenta e minuciosa que pode tornar-se cansativa devido aos pormenores.

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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Imperfeitos - Scott Westerfeld


SINOPSE: Num mundo de extrema beleza, a normalidade é sinónimo de imperfeição. 

Num futuro não tão distante quanto isso, não há guerras, nem fome, nem pobreza. O mundo é perfeito. Todos são perfeitos. Pelo menos, depois de completarem 16 anos. Qualquer um pode ter a aparência de um supermodelo… e que mal haveria nisso? 
Tally Youngblood mal pode esperar pelo seu décimo sexto aniversário, altura em que será submetida à cirurgia radical que a transformará de uma mera Imperfeita para uma deslumbrante Perfeita. Uns lábios bem delineados, um nariz proporcional, um corpo ideal… é tudo o que sempre quis. Já para não falar que uma vida de diversão num paraíso de alta tecnologia espera por si. 
Mas quando a sua melhor amiga decide virar as costas a esta vida perfeita e foge, Tally descobre um lado inteiramente novo do mundo dos Perfeitos – e que, por sinal, nada tem de perfeito. É então forçada a fazer a pior escolha possível: encontrar a amiga e traí-la ou perder para sempre a possibilidade de se tornar Perfeita. 
Seja qual for a sua decisão, a sua vida nunca mais será a mesma.

OPINIÃO: É sempre um prazer entrar nos mundos de Scott Westerfeld. Depois da leitura da série "Midnighters", estreio-me na série "Uglies" com ótimas referências.
Apesar de já estar habituada à mestria de Westerfeld em conceber fatores científicos, futuristas, este livro surpreende imenso, no sentido em que somos transporatdos para a sua mente brilhante. É fantástico o modo como ele orquestra histórias tão próximas da realidade e ao mesmo tempo parecem tão longínquas.
A utopia das civilizações perfeitas não é novidade, mas colocar a perfeição nos rostos para além dos comportamentos é delicioso. Torna-se complicado imaginar a perfeição dos "perfeitos" uma vez que esta palavra é extremamente subjetiva, contudo, ao longo do livro vamos percebendo que a beleza não é aleatória e não parte da impressão da cada um, mas sim de um todo. Há um estímulo invisível que obriga os habitantes desde tenra idade a verem a beleza tal e qual como é suposto verem.
Tally não é uma protagonista esperada para este tipo de obra, mas devo dizer que funciona perfeitamente. Esta jovem que acaba de completar 16 anos, não é corajosa, não é rebelde e não está contra a sociedade onde cresceu. Aliás, ela aspira ser "perfeita" e poder finalmente juntar-se à "perfeição" da "perfeilandia".
Não vou contar o enredo, deixo ao vosso critério decidir se querem conhecer esta fabulosa história que nos remete a refletir nas imperfeições que odiamos e que no fundo é o que nos torna especiais.
Scott Westerfeld está na minha lista de autores a seguir.

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