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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

A floresta de mãos e dentes - Carrie Ryan

SINOPSE: Mary sabe pouco sobre o passado ou sobre o porquê de no mundo existirem dois tipos de pessoas: os que residem na sua vila e os mortos-vivos do lado de fora da cerca, que vivem de devorar a carne dos vivos. As Irmãs protegem a Vila e promovem a continuidade da raça Humana. Depois de a sua mãe ser mordida e se juntar aos amaldiçoados, Mary é enviada às Irmãs para se preparar para o Casamento com o seu amigo Harry. Mas as cercas são quebradas e o mundo que Mary conhece desaparece para sempre. Mary, Harry, Travis, que Mary ama mas que está prometido à sua melhor amiga, o irmão de Mary, a sua mulher e um pequeno órfão partem rumo ao desconhecido em busca de um lugar seguro, respostas às suas perguntas e uma razão para continuar a viver.

OPINIÃO: Posso dizer que adorei este livro. Finalmente uma história diferente em que as criaturas sobrenaturais são cruéis e irremediavelmente implacáveis.
Mary é uma personagem sonhadora e inconformada com a vida controlada que leva na vila. Ao redor estão cercados pelos excomungados que são, nada mais nada menos que zombies famintos por carne humana. Porém, há um carrilho e alguém surge por ali. A vida de Mary dá uma volta de 90º quando a esperança de que o mar realmente existe lhe aparece no corpo de uma jovem.
"A floresta de mãos e dentes" apresenta-nos uma utopia, uma existência condicionada por escassos metros quadrados, sustentada pelo medo.
A religião também é um ponto forte e a sua dureza para com os que pretendem transgredir a linha orientadora da suposta paz.
Também podemos contar com o amor, mas visto de dois parametros distintos, aquele que suga a energia da protagonista, a dita paixão, e o companheirismo, amizade.
É um livro interessante que provoca imensa ansiedade. É imprevisivel e nunca podemos dar como certo o destino das personagens.
A escrita é simples e fluída. Apela mais à descrição dos sentimentos do que aos espaços, o que me agrada imenso.
Tive conhecimento pela blogosfera que em 2012 teremos a adaptação cinematográfica, por isso leiam!
=)

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Os Imperfeccionistas - Tom Rachman

SINOPSE: Neste romance de estreia, Tom Rachman retrata um grupo de personagens que trabalham num jornal de língua inglesa em Roma. Os capítulos leem-se como se de contos se tratassem, entrecruzando o dia a dia dos homens e das mulheres que dão vida àquele jornal. À medida que a era digital se sobrepõe à imprensa tradicional deixando as personagens num futuro incerto, a história do jornal é revelada… incluindo a surpreendente verdade por trás das intenções do seu fundador.


Tom Rachman nasceu em Londres e cresceu em Vancouver, no Canadá. Formou-se na Universidade de Toronto e na Faculdade de Jornalismo da Universidade de Columbia. Foi correspondente em Roma da Associated Press e trabalhou como editor do International Herald Tribune, em Paris, entre 2006 e 2008. Este é o seu primeiro romance.

OPINIÃO: É um livro simples e bastante complexo. Esta afirmação é de fato muito estranha, isto porque quando tratamos do ser humano no seu estado mais, digamos, normal(?) a verdade é antagónica.
"Os Imperfeccionistas" tem um teor sociológico forte e foca as duas vertentes da vida do quotidiano, o profissional e o particular.
É interessante perceber como as pessoas automaticamente acolhem máscaras para cada uma das suas "vidas" e como as suas personalidades se alteram quando confrontados na intimidade.
As personagens trabalham todos num jornal e a todos os capítulos conhecemos uma história de vida. Geralmente eles estão ligados a nível profissional o que também aguça a curiosidade de querer saber como é que os outros os vêem quando nós, leitores, já os conhecemos com as suas fraquezas, aparentamente "invisiveis".
"Os Imperfeccionistas" não tem um enredo pessimista mas sim moralista. Se refletirmos bem, percebemos que grande parte da culpa dos maus desfechos devem-se estritamente por culpa das escolhas das personagens; hesitações, sensibilidade, frieza, etc...
Grande parte das complicações assenta na ideia fixa do crescimento profissional e consequentemente, a perda da vida pessoal.
É fácil de ler, tem uma divisão apelativa, em contos, o que torna a leitura mais rápida. É certo que haverá histórias mais impressionantes do que outras mas todas têm o seu "quê" de interesse.
Aprende-se imenso com este género de livros exploratórios da sociologia e aconselho a leitura deste em especial.

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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Fúria - L.J.Smith

SINOPSE: O que Elena mais temia e desejava aconteceu: o seu corpo foi descoberto no rio, sem vida, e ela renasce para partilhar o destino dos dois irmãos. Agora, Elena pertence a Damon e ao seu mundo. A cidade chora a sua morte enquanto ela assombra o velho bosque, à noite. Ainda dividida entre os dois irmãos e inexperiente na sua nova pele, Elena terá de escapar à perseguição de um caçador de vampiros e procurar a origem de um poder terrível que se apoderou de Fell Church e ameaça destruir todos aqueles que ela ama. Nesta derradeira batalha, Elena sabe que tem de fazer tudo para voltar a unir Stefan e Damon. Será capaz de sacrificar-se a si própria?

OPINIÃO: Mais uma vez provei a mim mesma que dar sempre oportunidade às sagas pode ser positivo. Depois da leitura mediana dos dois volumes anteriores, este vem mostrar-se bastante superior em todos os níveis.
Ao nível do enredo, há uma aceleramento que torna a leitura mais interessante e entusiástica; as personagens parecem estar mais crescidas e os diálogos são mais maduros e pertinentes. O desfecho é do meu agrado e a única coisa que me deixa reticente é saber que existem livros depois deste quando penso que terminar a saga aqui seria extremamente inteligente.
Não consigo ser fã de Elena nem do seu amor eterno, Stefan, contudo, a interação mais ativa de Damon neste volume traz outra luz ao livro. Personagens cinzentas são as mais dificeis de explorar e tenho pena de até agora não haver grande profundidade em Damon.
Gostei imenso e li de um só fôlego. Sigam o meu exemplo e não desistam das sagas só porque o 1º ou o 2º não agrada, podem vir a surpreender-se... ;)

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