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sábado, 17 de setembro de 2011

Carrie - Stephen King

SINOPSE: Carrie, de dezasseis anos, foi desde sempre maltratada, desprezada e humilhada por todos, devido à sua timidez mas, principalmente, por causa da mãe, uma fanática religiosa que a proibía de fazer quase tudo. Mas Carrie tem um segredo: possui fortíssimos poderes telecinéticos que a tornam capaz de mover objectos inanimados com a mente, e coisas terríveis acontecem. Um acontecimento traumático irá desencadear a vingança de Carrie, e espalhar o terror e a morte por entre os que a rodeiam.

OPINIÃO: Esta foi a minha grande estreia na mente do autor mais mediático no género do terror. Escolhi iniciar-me por "Carrie" porque, para quem não sabe, este é o primeiro livro do autor e segundo li no seu blog, apesar do carinho que guarda pelo seu primogénito, admite ser bastante inferior às recentes obras. Então, nada me pareceu mais lógico do que começar pelo que ele considera o seu pior e ver a evolução ao longo dos anos, que são imensos!
Li de um só fôlego o que à partida é uma mais valia para quem pense em ler; não cansa de forma alguma. Está escrito de uma forma simplificada e oscila entre a mente das personagens para uma visão externa das mesmas.
Contudo, não posso dizer que tenha sido uma leitura fantástica, única, nem nada que se pareça mas isso acontece porque atualmente já existem variados livros, filmes e séries televisivas que tocam a telecinesia. Note-se que "Carrie" foi escrito em 1976 o que fez dele um livro original quando lançado.
Entendo finalmente a fama e mérito que é atribuído a King porque, no meio da sua escrita "básica", ele consegue tocar no lado psicológico mais conturbado do leitor e fazê-lo sentir repugnância e confusão com as suas descrições rudes e diretas.
Em "Carrie" fala-se de menstruação, de matricidio, de bullying e de vingança fria. Desde o início que nos é dado a conhecer o final do livro e nem por isso ele deixa de ser interessante porque o leitor quer descobrir como é que alguém tão "doce"(?) como Carrie conseguirá despoletar o banho de sangue que se avizinha.
Sou mais uma em milhares ou milhões de leitores que se renderam a King.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

A estranha vida de Nobody Owens - Neil Gaiman

SINOPSE: Nobody Owens podia ser um rapaz absolutamente normal, tirando o facto de viver num cemitério e de ter sido criado por fantasmas e almas penadas sempre guardado por Silas, o guarda solitário que não está nem morto nem vivo.



OPINIÃO: A minha entrada na fantástica mente de Neil Gaiman e devo dizer que se tornou referência. Com um toque de romantismo gótico, Gaiman constrói uma vivência sob o olhar inocente de uma criança que transparece aquela noção de "o belo horrível".
Nobody Owens, ou Bod, ficou orfão com apenas um ano de idade quando um "Homem Jack" assassinou toda a sua família. Gatinhando para o cemitério/reserva natural perto de sua casa, o bébé é acolhido pelos ancestrais espectros que cuidam dele até à idade "adulta".
A vida de Bod é carregada de momentos fascinantes, carregados de cultura gótica e de pura inocência. Vejamos o caso de "A Dama Cinzenta" e o pedido de Bod para cavalgar no seu cavalo, ao que a morte responde: "um dia todos andam".
É um livro muito delicioso que aquece o coração e ao mesmo tempo marca pela sua originalidade e ambiente inóspito onde é retratado.
Colocar uma criança a viver num cemitério rodeado de gente morta pode, à partida, parecer uma idéia mórbida mas Gaiman consegue, entre os seus diálogos inocentes e intemporais, fazer com que olhemos para a vida de um ponto de vista diferente. Apesar de a condição da maioria das personagens ser "falecida", elas dão imensa importância à vida e às limitações que a ausência dela tem.
Adorei. Este autor está na minha lista de referência e os outros livros de sua autoria, sem dúvida, debaixo de olho.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Danças Malditas - Kim Harrison, Lauren Myracle, Meg Cabot, Michelle Jaffe, Stephenie Meyer


SINOPSE: O baile de finalistas, o acontecimento mais importante da vida de estudante do liceu, pode ser verdadeiramente assustador. Tudo tem de estar perfeito, pois é bem provável que nessa noite encontres o amor da tua vida, e terás de estar preparada para enfrentar todos os perigos que possam surgir, quer sejam um vampiro diabolicamente lindo de olhos azuis, ou o Anjo da Morte mais sedutor que alguma vez existiu e que te arrebata o coração, ou mesmo um demónio fascinante que te enfeitiça até te deixar completamente apaixonada, provando que até mesmo a mais malévola das criaturas pode sucumbir ao amor.


Nesta surpreendente obra, cinco autoras extraordinárias trazem-nos um novo olhar sobre os bailes de finalistas, mostrando que o amor poderá estar onde menos se espera.


OPINIÃO: Para fazer uma avaliação justa e fidedigna deste livro, terei de dar uma opinião a cada conto individualmentee no final fazer a média dos cinco.
Obviamente não irei aprofundar as histórias para não dar spoilers.

O primeiro conto tem o nome de "A Filha da exterminadora". Este foi sem dúvida o pior dos cinco contos. Uma história de uma jovem que quer salvar a mãe que foi transformada em vampira.
Está carregado de clichés como, por exemplo, atribuir ao vampiro mor o nome de Drácula. Termina praticamente no início e não satisfaz.(1de5*)

O segundo conto é "O buquê" e é o melhor dos cinco. É o conto mais pequeno mas o único que segue a construção deste género literário.Tem um enredo central que foca-se na temática "cuidado com o que desejas" e não deixa a desejar quando termina. De fato, até fiquei com uma sensação de ansiedade própria dos curtos contos do género terrorifico.(5de5*)

O terceiro conto intitula-se "Madison Avery e a morte" e na minha opinião a autora deve ter colocado um excerto de um livro aqui. Quero com isto dizer que é brilhante e tem uma imaginação soberba, no entanto deixa a desejar porque o tipo de enredo que ela aqui criou pede mais do que umas meras páginas. Em resumo, Madison morre por engano e recupera a forma física. Contudo, há um anjo negro a querer apanhá-la e sabe-se lá porquê! Aqui está o problema, indicações que não são explicadas porque são dignas de uma romance e não de um conto.(3de5*)

O quarto conto é profundamente modernista. Miranda tem super poderes, semelhantes aos do super-homem, porquê? Também eu gostava de saber, mais uma vez vemos uma história que abarcaria centenas de páginas resumidas em uma dúzia. Sibby vai sofrer uma transformação mas o time-out do conto não permite esclarecer.(2de5*)

Por último vem o conto da aclamada Stephenie Meyer, que devo dizer que apesar de não primar pelo brilhantismo como o curto segundo conto, foi o que gostei mais depois de "O buquê".
Meyer insere uma demónia no baile de finalistas e só o fato de ela inserir esta criatura tão pérfida, merece crédito.
A história não é nada demais e até é previsivel, mas no meio do que li aqui, sou obrigada a aceitá-lo bem porque, pelo menos, segue as normas de construção de contos. Não deixa assuntos pendentes e explora o conteúdo nas poucas páginas que tem disponíveis. (4de5*)

Quero com esta opinião dizer que gostei do livro mas que preferia ter lido as histórias em livros independentes. Têm consistência e são boas, mas não neste formato. Sinto muito mas 3 das 5 autoras não me convenceram que saibam escrever sucintamente, de forma direta e objectiva.

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