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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Danças Malditas - Kim Harrison, Lauren Myracle, Meg Cabot, Michelle Jaffe, Stephenie Meyer


SINOPSE: O baile de finalistas, o acontecimento mais importante da vida de estudante do liceu, pode ser verdadeiramente assustador. Tudo tem de estar perfeito, pois é bem provável que nessa noite encontres o amor da tua vida, e terás de estar preparada para enfrentar todos os perigos que possam surgir, quer sejam um vampiro diabolicamente lindo de olhos azuis, ou o Anjo da Morte mais sedutor que alguma vez existiu e que te arrebata o coração, ou mesmo um demónio fascinante que te enfeitiça até te deixar completamente apaixonada, provando que até mesmo a mais malévola das criaturas pode sucumbir ao amor.


Nesta surpreendente obra, cinco autoras extraordinárias trazem-nos um novo olhar sobre os bailes de finalistas, mostrando que o amor poderá estar onde menos se espera.


OPINIÃO: Para fazer uma avaliação justa e fidedigna deste livro, terei de dar uma opinião a cada conto individualmentee no final fazer a média dos cinco.
Obviamente não irei aprofundar as histórias para não dar spoilers.

O primeiro conto tem o nome de "A Filha da exterminadora". Este foi sem dúvida o pior dos cinco contos. Uma história de uma jovem que quer salvar a mãe que foi transformada em vampira.
Está carregado de clichés como, por exemplo, atribuir ao vampiro mor o nome de Drácula. Termina praticamente no início e não satisfaz.(1de5*)

O segundo conto é "O buquê" e é o melhor dos cinco. É o conto mais pequeno mas o único que segue a construção deste género literário.Tem um enredo central que foca-se na temática "cuidado com o que desejas" e não deixa a desejar quando termina. De fato, até fiquei com uma sensação de ansiedade própria dos curtos contos do género terrorifico.(5de5*)

O terceiro conto intitula-se "Madison Avery e a morte" e na minha opinião a autora deve ter colocado um excerto de um livro aqui. Quero com isto dizer que é brilhante e tem uma imaginação soberba, no entanto deixa a desejar porque o tipo de enredo que ela aqui criou pede mais do que umas meras páginas. Em resumo, Madison morre por engano e recupera a forma física. Contudo, há um anjo negro a querer apanhá-la e sabe-se lá porquê! Aqui está o problema, indicações que não são explicadas porque são dignas de uma romance e não de um conto.(3de5*)

O quarto conto é profundamente modernista. Miranda tem super poderes, semelhantes aos do super-homem, porquê? Também eu gostava de saber, mais uma vez vemos uma história que abarcaria centenas de páginas resumidas em uma dúzia. Sibby vai sofrer uma transformação mas o time-out do conto não permite esclarecer.(2de5*)

Por último vem o conto da aclamada Stephenie Meyer, que devo dizer que apesar de não primar pelo brilhantismo como o curto segundo conto, foi o que gostei mais depois de "O buquê".
Meyer insere uma demónia no baile de finalistas e só o fato de ela inserir esta criatura tão pérfida, merece crédito.
A história não é nada demais e até é previsivel, mas no meio do que li aqui, sou obrigada a aceitá-lo bem porque, pelo menos, segue as normas de construção de contos. Não deixa assuntos pendentes e explora o conteúdo nas poucas páginas que tem disponíveis. (4de5*)

Quero com esta opinião dizer que gostei do livro mas que preferia ter lido as histórias em livros independentes. Têm consistência e são boas, mas não neste formato. Sinto muito mas 3 das 5 autoras não me convenceram que saibam escrever sucintamente, de forma direta e objectiva.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Abraço da noite - Sherrilyn Kenyon

SINOPSE: «Querida leitora


A vida para mim é ótima. Tenho o meu café de Chicória, o meu beignet quente e o meu melhor amigo ao telemóvel. Depois de o sol se pôr, sou a pior coisa que percorre a noite: comando os elementos e não conheço o medo. Durante séculos, protegi os inocentes e tomei conta da humanidade, assegurando-me de que estão seguros a salvo num mundo em que nunca nada é certo. Tudo o que quero em troca é uma miúda gira num vestido vermelho, que não queira mais nada de mim para além de uma noite. Em vez disso, sou atropelado por um carro alegórico de Carnaval que me tenta transformar num animal morto à beira da estrada e conheço uma mulher que me quer salvar a vida mas não se consegue lembrar onde me pôs as calças. Vibrante e extravagante, Sunshine Runningwolf deveria ser a mulher perfeita para mim. Não quer nada mais do que esta noite, sem laços, sem compromissos a longo prazo.

Mas, sempre que olho para ela, começo a desejar concretizar sonhos que enterrei séculos atrás. Com os seus modos pouco convencionais e a sua capacidade para me surpreender, Sunshine é a única pessoa de que preciso. Mas amá-la significaria a sua morte. Fui amaldiçoado e nunca poderei conhecer a paz ou a felicidade, não enquanto o meu inimigo espera na noite para nos destruir a ambos.»

Talon dos Morrigantes
 
OPINIÃO: O terceiro livro que leio da autora e a terceira vez que termino a dizer: UAU!´
Tem momentos romênticos, tem acção, tem quebra-cabeças e tem os predadores que são únicos à sua boa maneira.
Eu assumi erradamente que este livro seria uma cópia do anterior, mas felizmente não poderia estar mais enganada. Kyrian é Kyrian e Talon é Talon, aquilo que os move é vingança mas as suas personalidades não podiam ser mais diferentes. Talon é terno, é meigo e preocupado. Sem falar em Sunshine que foi uma agradável surpresa, a personalidade da personagem feminina é irresistivel, chegando a roçar o cómico.
O que mais me agradou neste livro foi a interacção que começa a haver com os volumes anteriores e a percepção do que podemos esperar nos próximos. Ficamos a conhecer Zarek (que será o elemento principal do próximo volume) e Acheron que é tão enigmático que até dói. Quero muito conhecer esta personagem e os mistérios que o assombram.
Os momentos de sexualidade, que já marcam a escrita de Kenyon, continuam fogosos e de fazer ruborescer até os leitores mais frios.
É uma escrita elegante, pensada e com muita cultura. Invejo as ligações históricas que Kenyon é capaz de fazer e a sua capacidade de atribuir a um homem a pura bondade e a pior das maldades.
Uma rainha do género, sem dúvida!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Desaparecidos - Michael Grant

SINOPSE: E, se de repente, os telemóveis deixassem de funcionar, assim como os computadores e todos os outros aparelhos eléctricos e electrónicos. Sem pufs, flashes, luzes ou explosões. Nada. Mas há mais: não há nenhum adulto no perturbador universo de Desaparecidos.




Vem aí um novo livro capaz de tirar-vos o sono, provocar suores inesperados e fazer desaparecer o mundo exterior. Desaparecidos, de Michael Grant, pode não ser uma história de vampiros, mas vai vampirizar toda a vossa atenção. Leiam a sinopse, vejam o trailer, e digam-nos se não vos despertou o mesmo interesse.



GONE, de Michael Grant

Num mundo tão diferente daquele em que vivemos, sem muitas das comodidades que deixámos de valorizar pelo facto de não conseguirmos imaginar a vida antes delas, Desaparecidos é um livro perturbador e original. Tudo começa dentro de uma sala de aula quando, num piscar de olhos, o professor desaparece. Alarmados, os alunos saem da aula à sua procura. É então que começam a perceber que todos os adultos desapareceram. E que estranho se torna o mundo sem adultos. Bem-vindo ao ZRJ, abreviatura de Zona Reactiva Juvenil. A aventura vai começar… num ápice.
 
OPINIÃO: Penso que hoje em dia os livros não devem primar pela originalidade, devido aos anos de literatura que nos precedem, mas sim pela inovação. "Desaparecidos" de Michael Grant segue a temática da Utopia já explorada no clássico de William Golding, "O Senhor das Moscas" publicado em 1954. Contudo, Grant traz uma nova perspectiva a uma sociedade unicamente habitada por crianças ao acrescentar-lhe uma pitada deliciosa de ficção cientifica.
Num século em que os super-heróis lideram bilheiteiras, Grant permite às suas personagens adquirirem poderes que tanto são esplêndidos dons como terrivéis carmas.
Para a leitura deste livro ser intensa, o leitor tem de deixar entrar em si a filosofia de vida e refletir sobre as limitações humanas em tenras idades. Imaginem que de repente os adultos desaparecem e apenas crianças de catorze anos para baixo é que ficavam. O que acontece aos bébés de colo? aos incapacitados? Quem é que alimenta os mais pequenos? Quem impõe ordem nos seres humanos cujo sentido de moralidade ainda está em desenvolvimento?
Este livro levanta imensas questões de humanidade e a ansiedade é tremenda.
Muitos foram os momentos em que torci o nariz de repugnância por acções tomadas pelas personagens e inúmeras foram as vezes em que me sensibilizei com os acontecimentos e desfechos que outras tiveram.
Este livro está colocado na secção juvenil e não há erro maior do que esse. O enredo é demasiado forte e complexo psicologicamente para ser entendido e apreciado por crianças.
A linguagem é simples por estarmos perante a voz de personagens extremamente jovens, todavia os assuntos que abordam são superiores ao entendimento dos mesmos, o que só acontece devido à força da situação.
Temos o Sam do autocarro que é o típico lider por natureza, bondoso, corajoso e apaixonado pelo crânio do grupo, Astrid. Quinn, o amigo medroso e suficientemente estúpido para irritar qualquer leitor e Edilio que, apesar de não possuir poderes, é extremamente útil e atento às necessidades do grupo.
No lado negro temos Diana, a subordinada e apaixonada pelo supremo lider, Caine. Este é roido de inveja e alberga demasiados fantasmas no passado. Uma persoangem deliciosamente desprezível, ao estilo de um bom vilão. Para completar a trilogia dos vilões, temos Drake que é simplesmente um psicopata sem alma.
A primazia de Grant na construção das personagens assenta no pequeno irmão de Astrid que é autista. A capacidade de recriar as paranóias comuns nestes casos é impressionante e aplicá-las a este mundo é obra de mestria.
Adorei e recomendo vivamente!
É daqueles livros que nos deixa pensativos e que marcam.

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