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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Arcanum - Thomas Wheeler

SINOPSE: Estamos em 1919 e a Grande Guerra chegou ao fim. Mas nas sombras da civilização as mortes apenas acabam de começar. Nestes tempos perigosos em que a linha entre ordem e caos ameaça extinguir-se, um grupo de visionários jura proteger a humanidade. São conhecidos como Arcanum. Quando Konstantin Duvall, o fundador do Clube, morre de forma suspeita em Londres, cabe ao mais antigo membro, o famoso escritor Sir Arthur Conan Doyle, investigar o caso. Pois da biblioteca secreta do morto desepareceu o artefacto mais poderoso do mundo: o Livro de Enoque. Este é um crime que ameaça ser muito mais do que uma guerra entre seitas ou nações, mas sim a derradeira batalha entre o Céu e o Inferno. Este é um "thriller" brilhante e original sobre o religioso e o sobrenatural. Repleto de drama, "suspense" e algumas das personagens mais marcantes da história, como o mágico Houdini, o estranho escritor H. P. Lovercraft e o engenhoso Sir Arthur Conan Doyle, criador de Sherlock Holmes.
  
OPINIÃO: Wheller fez um trabalho maginífico nesta obra. Com um elevado sentido de intertextualidade, juntou conhecimentos literários de dois génios da área literária e fundiu-os neste maravilhoso enredo que nos apresenta sob o nome de Arcanum. Poder-se-ia dizer que a história tinha sido concebida pelo próprio Conan Doyle(Sherlock Holmes) pela perícia na área do suspense e na maquinaria de engendrar mistério, como pelo mestre e senhor do terror H.P.Lovecraft pela dureza nas descrições sanguinárias e pela monstruosidade das criaturas envolvidas. No entanto, Thomas completa com a brilhante ideia de colocar estes mesmos autores como as personagens principais.
Conan Doyle é descrito como o próprio personagem que o deixou famoso, Sherlock Holmes. Com um elevado sentido de perspecácia, Doyle é o cérebro da organização e esboça os planos audiciosos para enfrentar as forças tenebrosas que irradiam dos cultos satânicos de Darian De Marcus. 
Lovecraft, por sua vez, é uma personagem cinzenta com uma aura perturbada. O demonologista entra constantemente em estados meditativos e apesar da imprevisibilidade ser atribuída a outra personagem, ele não foge ao adjectivo. É inconstante e moribundo, dotado de uma inteligência(diferente da de Doyle) que mostra ser preciosa para a sobrevivência do grupo.
Uma terceira entidade masculina que pertence ao chamado "Arcanum" é nada mais nada menos do que O Grande Houdini. Confesso que fiquei entusiasmada com esta personagem porque sempre fui uma grande admiradora do ilusionista. Adorei a personalidade que Thomas lhe atribuiu, carregada de uma auto-estima exacerbada e um sarcasmo cómico. Os métodos escapistas do mágico são explorados na obra e isso fez crescer o meu interesse.
Por fim, no que toca ao enredo, resta-me falar do(s) vilão(ões) que são, a meu ver, um ingrediente essencial para qualquer história. Aqui não desiludiu. Torci o nariz enojada, palpitou-me o coração impressionada e o factor repulsa foi activado no meu cérebro em relação ao comportamento de Darian. Bem construído e a conseguir despertar os sentimentos desejados no leitor. Cruel, louco, sanguinário, provido de malícia e falta de escrúpulos.

A escrita é acessível e elaborada. Tem uma vertente que me agrada bastante que é as comparações um tanto metafóricas e poéticas. Gostei e recomendo.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Rubi - Kerstin Gier

SINOPSE: Pertencer a uma família cheia de segredos não é fácil, ou pelo menos é o que pensa Gwendolyn Sheperd, de 16 anos. Até que um dia se vê em Londres do final do século passado e se apercebe de que ela própria é o maior segredo da família. Do que Gwendolyn não se apercebera é que apaixonar-se quando se está presa num tempo diferente não é nada boa ideia. Tudo se pode complicar...

OPINIÃO: O bichinho das viagens no tempo já batia muito cedo no meu ser. Desde tenra idade que sonho em conhecer o passado e ver com os meus próprios olhos maravilhas das idades vitorianas e até medievais. "Rubi" só veio despertar essas fantasias juvenis.
É um livro bastante acessível, bastante fácil de ler até. Os diálogos são fluídos e as descrições do Gwen nada aborrecidas, por vezes até roçam o cómico.
O outro dom de Gwen (que não vou dizer qual é, vou deixar-vos descobrir por vós mesmos) é uma mais valia para a protagonista. Adoro quando se retratam esses temas, ainda mais se misturado com viagens no tempo, a personagem é fenomenal!

Só tive imensa pena de o livro terminar da forma como terminou, é como se nada se tivesse desenvolvido o suficiente para me deixar satisfeita com o enredo. Soube imenso a pouco. Agora só me resta aguardar o seguimento porque quero mesmo ver onde vai dar aquele segredo transmitido mesmo no final eheheh - bastante imprevísivel, já agora.

terça-feira, 28 de junho de 2011

A Cidade dos Ossos - Cassandra Clare

SINOPSE: No Pandemonium, a discoteca da moda de Nova Iorque, Clary segue um rapaz muito giro de cabelo azul até que assiste à sua morte às mãos de três jovens cobertos de estranhas tatuagens.


Desde essa noite, o seu destino une-se ao dos três Caçadores de Sombras e, sobretudo, ao de Jace, um rapaz com cara de anjo mas com tendência a agir como um idiota...


OPINIÃO: Este livrinho tocou suavemente e deliciosamente na minha veia nostálgica. A forma de escrita ligeira e pormenorizada de Clare lembrou-me imenso os meus primeiros anos de leitura intensiva juntamente com Harry Potter.
Apesar de serem completamente diferentes a nível do enredo, esta obra trouxe-me várias vezes à memória as deliciosas peripécias de Harry, sobretudo no que toca ao conhecimento da geração anterior ao protagonista. Também Clary é confrontada com um passado turbulento e secreto. A família é o ponto alto desta história, as intrigas e os segredos por desvendar trouxeram-me uma ansiedade tal que só consegui parar de ler na última página. Aí disse: "Vou já comprar os outros 3!"
Calry é diverida e extremamente direta; Jace é cómico no meio do seu sarcasmo e excesso de amor pessoal; Valentine está muito bem construído assim como os demónios que assombram este livro. Só tive pena de não conhecer melhor Isabella e Alec, espero que a autora me mostre um pouco mais deles nos livros seguintes.
O final , bem... esse... completamente arrebatador! Com uma intertextualidade imensa a nível cinematográfico (StarWars) diria eu... não?
Deixo-vos com água na boca, eu gostei imenso! 

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