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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A Nação - Terry Pratchett


SINOPSE: Em Inglaterra só há um autor de fantasia que faz frente a Harry Potter: Terry Pratchett 


Profunda, mordaz e repleta com o inimitável humor satírico de Terry Pratchett, esta é uma aventura espantosa que, de uma forma muito literal, vira o mundo do avesso. 

No dia em que o mundo acaba o jovem Mau vai a caminho de casa, vindo da Ilha dos Rapazes. Em breve, será um homem. É então que chega uma onda enorme, arrastando atrás de si a noite escura e trazendo também um navio, o Doce Judy. Quando a marcha do navio é travada com estrondo, apenas uma alma sobrevive (ou duas, incluindo o papagaio). A aldeia desapareceu. A Nação, tal como a conhecia, desapareceu. Resta apenas o jovem Mau, que não veste quase nada, uma rapariga dos homens-calças, que veste demasiado, e um monte de mal-entendidos. E também grande 
quantidade de não-saber-o-que-fazer. Ou lá como se diz. Juntos, deverão construir uma nova Nação a partir de fragmentos. E construir uma nova história. 

Mas... 

QUEM GUARDA A NAÇÃO? ONDE ESTÁ A NOSSA CERVEJA? 
...a velha história não se limitará a desaparecer pacificamente,pelo menos enquanto os Avôs tiverem voz. E Mau terá de olhar o passado antes de conseguir encarar o futuro.



OPINIÃO: Ficar confusa ao ler esta sinopse? "ACONTECE!"

Não ficar rendida com esta história? "NÃO ACONTECE!"
Porque é que a cerveja é venenosa e depois de cuspir e cantar uma canção é deliciosa?
Porque é que a onda veio? Imo existe?
E os homens-calça, que gostam quase tanto de ouro como de calças, são todos iguais?
O que é afinal um selvagem?
Terry Pratchett delicia qualquer leitor com a sua escrita fluída e carregada de sátira. Arrisca-se a invocar perguntas ao qual todos os humanos procuram saber mas que ninguém admite que a única resposta é:"Porque sim!" "E isso é resposta?" "Porque não?"
Voltando ao início deste maravilhoso livro. Encontramos um cenário bastante semelhante ao clássico "A Lagoa Azul", um jovem "selvagem"("o que é um selvagem afinal?")e uma menina da corte perdidos numa ilha. Ao longo da narrativa as perguntas ingénuas destas duas personagens. Mau, o Caranguejo-eremita e Daphne, a Rapariga-fantasma, evoluem para um estado de sabedoria supremo acerca das prioridades da vida. Sem nunca perder o ponto cómico, um tanto sarcástico, que caracteriza esta narrativa, os temas começam a ficar pesados e a adquirir uma inteligência que à partida nada se identifica com o protótipo das personagens. A ilha é povoada e a pouco e pouco a Nação reconstrói-se, contudo, o verdadeiro termo da palavra "selvagem" é discutido a partir deste ponto e nós, os europeus, o povo civilizado envergonhamo-nos dos nossos comportamentos tão previsíveis.
No entanto o "fio condutor prateado" é a motivação de Mau que grita "Não Acontece!" e assim os Pássaros-Avô e o Polvo-trepador nunca perderão o seu lar.
Com um misticismo encoberto, sobretudo em Mau, "A Nação" é uma obra especial. Compreendo agora a "fama" internacional deste magnifico autor e só espero ansiosamente que a nossa querida editora, Saída de Emergência, opte por nos fazer chegar os restantes trabalhos que dignificam Terry Pratchett.

sábado, 22 de janeiro de 2011

A primeira noite - Marc Levy


SINOPSE: «O romantismo deste livro é uma autêntica aventura.» 

Le Parisien 

Há uma lenda que conta que a criança no ventre de sua mãe conhece todo o mistério da Criação, da origem do mundo até ao fim dos tempos. Ao nascer, um mensageiro passa por cima do berço e põe um dedo sobre os seus lábios para que a criança nunca revele o segredo que lhe foi confiado, o segredo da vida… 
(…) 
Este dedo pousado que apaga para sempre a memória da criança deixa uma marca. Essa marca todos nós a temos sobre o lábio superior, excepto eu. 
No dia em que nasci, o mensageiro esqueceu-se de me visitar, e eu lembro-me de tudo. 

O amor é a derradeira aventura – mas todas as aventuras implicam perigos. Do alto dos planaltos da Etiópia às paisagens glaciais dos Urais, Marc Levy conclui com o seu novo romance a epopeia iniciada em O Primeiro Dia. 


«Um triunfo.» – France Soir

 
OPINIÃO: Uma viagem perigosa à volta do mundo numa corrida contra forças poderosas que querem impedir que o objectivo seja alcançado.
Para piorar a situação, desconhecem que são perseguidos, a fome de descoberta é imensa e o amor que os une dá-lhes força para ultrapassar qualquer obstáculo que se oponha.
Um velho texto, dois fragmentos que emitem uma luz azul celestial e a sede de encontrar respostas para a origem do mundo. São estes os ingredientes que movem Adrian e Keira em viagens conturbadas com a ajuda de Walter em Londres.
"A primeira noite" foi a minha obra de estreia deste autor e devo dizer que não fiquei nada desiludida. Para além das personagens ricas que criou, o autor fornece ao longo da obra conhecimentos que deliciam os mais curiosos. Para os amantes da História e das estrelas, este livro é um autêntico deleite. Para mim que sou um tanto leiga nesses assuntos, confesso que me confundiu um pouco mas isso apenas serviu para me motivar a entender conceitos que até hoje nada me diziam.
Quem procura uma história de amor, também não fica desapontado, a relação de Adrian e Keira é cativante pelas suas personalidades que tanto conseguem ser extremamente emotivas como roçam o cómico. Mas os momentos de sorrisos instantâneos surgem com Walter, o inglês que não tem papas na língua.
Um leque de outras personagens menos apelativas no sentido de pertencerem ao lado que bloqueia a acção dos protagonistas, também se destacam pela astúcia e pela imprevisibilidade dos seus comportamentos.
Uma narrativa fluente que corta os momentos mortos e que provoca no leitor uma ansiedade tremenda a cada página virada.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Onze Minutos - Paulo Coelho

 SINOPSE: "Era uma vez uma prostituta chamada Maria..."
É assim como um conto de fadas para adultos, que começa este novo romance de Paulo Coelho.
É uma abordagem franca e uma profunda sensibilidade que o autor de O Alquimista conta esta história sobre os mistérios do amor e o poder da sexualidade.
Maria, uma mulher oriunda de uma pequena cidade do Brasil, descobre rapidamente o poder que a sua beleza exerce sobre os homens. Desiludida com o amor romântico e desencantada com a paixão, é levada a trabalhar numa boîte na Suiça, onde aprende a viver do sexo e a utiliza-lo para satisfazer os outros. Mas à medida que se vai aperfeiçoando e criando o distanciamento necessário entre si e o seu corpo, sente cada vez mais que está a deixar morrer uma parte importante de si.
A história de Maria é a história de uma mulher que ousa transgredir e desafiar a estrutura de uma vida banal para descobrir o poder redentor da paixão. O erotismo e a sensibilidade de Onze Minutos constituem uma reflexão profunda sobre a história e a natureza da sexualidade e o papel que desempenha na busca do sagrado.

OPINIÃO: Quem diria que a história de uma prostituta podia ser tão tocante...
Nesta obra Paulo Coelho apresenta-nos a um caso que tanto se debate no quotidiano. Uma jovem brasileira, aliciada por um suposto agente, abandona o seu país, a sua família na esperança de ser famosa. Ao chegar ao destino vê-se numa teia de mentiras que nada pode fazer para fugir.
Entre as relações que é obrigada a ter, conhece um homem, um pintor que muda a sua visão acerca dos homens. Com um toque delicado, o pintor apresenta-lhe o amor, sentimento que se esquecera.
O título também é alusivo ao conteúdo da história mas deixo nas vossas mãos a descoberta da ligação.

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